Conheça mais sobre os tipos de procedimentos da área da saúde

Além da relação entre médico e paciente por meio da tradicional consulta, há uma série de procedimentos, exames e recursos que podem ajudar na hora de um possível diagnóstico. Para identificar dores na coluna, doenças degenerativas e atrofias, por exemplo, a Tomografia da coluna lombar é um procedimento comum.

No entanto, há situações que as dores vão além dos sintomas físicos e podem exigir uma avaliação psicológica ou abordagem mais ampla. Independente do diagnóstico ou da condição do paciente, o acesso dos profissionais de saúde a esses procedimentos faz toda a diferença. Afinal, um sintoma pode ter uma série de causas e um diagnóstico preciso requer atenção e muito cuidado.

Uma tomografia pode revelar um problema específico em uma região do corpo, mas, em alguns casos, as dores físicas também estão associadas às dores emocionais.

Por isso, avaliações e laudos psicológicos são procedimentos comuns, tanto na rotina da chamada medicina preventiva como na medicina do trabalho.

Quer saber mais sobre os procedimentos e para que eles servem na prática? Continue lendo esse conteúdo e conheça três tipos de procedimentos da área da saúde!

1. Tomografia da coluna lombar

Cerca de 540 milhões de pessoas sofrem com dor lombar no mundo. Esses dados fazem parte de um estudo científico sobre o assunto, publicado pela revista The Lancet.

Na prática, essa dor ocorre na região inferior da coluna, pode ser causada por diversos motivos e gera muito incômodo para o paciente.  A dor, geralmente é perceptível, mas a Tomografia da coluna lombar é um exame que gera imagens em 3D sobre a região.

Ou seja, além da causa, esse procedimento possibilita a identificação de problemas como:

  • Bicos de papagaio;

  • Hérnias de disco;

  • Tumores;

  • Hipertrofia muscular.

É possível que esse exame seja feito com contraste – uma substância à base de iodo que serve para ampliar a visão dos tecidos, do fluxo sanguíneo e da vascularização do corpo. Nesta situação, a tomografia com contraste é indicada para pessoas que já passaram por tratamento da coluna e/ou operaram mas não obtiveram melhora.

2. Avaliação neuropsicológica cognitiva

Assim como os procedimentos que identificam as condições de saúde física, há técnicas para auxiliar profissionais de saúde mental. Segundo definição de especialistas da área de neurologia, a Avaliação neuropsicológica cognitiva é um procedimento que  ajuda em situações como:

  • Avaliação de capacidade cognitiva (raciocínio, memória e concentração);

  • Identificação de funções cerebrais e sistemas cognitivos;

  • Auxílio no diagnóstico de possíveis transtornos mentais/cerebrais.

Como é feita a avaliação neuropsicológica cognitiva e para que serve?

Esse tipo de procedimento, geralmente é feito por profissionais especializados em neuropsicologia, psicologia ou áreas correlatas. Além de testes neurológicos, a ideia da Avaliação neuropsicológica cognitiva é reunir testes psicológico com informações socioeconômicas da rotina do paciente.

Ter esse histórico social, comportamental e até genético é o que vai nortear um diagnóstico mais preciso. Esse processo é conhecido na área da saúde como “anamnese”.

Entre os problemas de saúde que esse tipo de técnica pode ajudar a diagnosticar se destacam: demências, mal de Alzheimer, doenças cognitivas em geral.

Além disso, esse tipo de procedimento também pode ser um diferencial para identificar sintomas de depressão e outros problemas relacionados a saúde mental.

3. Laudo de avaliação psicossocial

Assim como a avaliação neuropsicológica, o laudo psicossocial é um documento útil para a medicina preventiva e para ações que melhoram a saúde no ambiente de trabalho.

Na prática, esse laudo reúne informações como: comportamento, situação cognitiva, traços da personalidade e traços psicológicos do paciente em questão. Por esse motivo, o Laudo de avaliação psicossocial é um procedimento fundamental e que serve para coisas como:

  • Direcionar melhores formas de tratamento para um determinado paciente;

  • Fornecer subsídios para empresas que precisam avaliar constantemente os funcionários;

  • Apontar condições/ambiente que colaboram com o adoecimento de uma pessoa;

  • Identificar padrões psicossociais que podem interferir em relacionamentos, convivência, etc;

  • Servir como um documento que ajuda em ações preventivas na saúde mental.

No contexto profissional, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) recomenda que esse documento seja emitido para algumas áreas especialmente.

De acordo com as normas reguladoras da ABNT (NRs 20, 33 e 35), profissionais que trabalham em ambientes como brigada de emergência, espaço confinado e trabalho em altura precisam passar por isso.

Assim como há recomendações para outras áreas que atuam em condições de estresse emocional intenso – o caso dos policiais, por exemplo. Não é à toa que, além do contexto geral, alguns contextos e ambientes colaborem com quadros de depressão, ansiedade e sindrome do panico.

No caso do transtorno de pânico, a doença é caracterizada por crises agudas de ansiedade, que refletem não só em sintomas emocionais como em sintomas físicos.

Uma crise pode gerar vários sintomas, desde o medo de perder o controle ou morrer, até taquicardia, palpitações e falta de ar. Independente da situação, é sempre aconselhável que além dos procedimentos, a pessoa busque um médico psiquiatra.

Afinal, assim como uma crise de pânico, outros problemas como sintomas de depressão (sono em falta ou excesso, alterações no apetite, cansaço, perda de peso,  perda de autoestima e autoconfiança), podem se manifestar de formas variadas.

Inclusive, a semelhança entre os quadros pode confundir uma pessoa ou um diagnóstico caso não haja uma avaliação complementar (tristeza momentânea pode ser confundida com depressão, por exemplo).

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